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Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d'Arcos Ponte de Lima

Paisagem Protegida das Lagoas_v2

Rota da Azenha (R 3)

Rota azenha 1 1000 620

A Rota da Azenha é um percurso pedestre denominado de pequena rota. As respetivas marcações e sinalizações obedecem às normas internacionais. O percurso desenvolve-se na zona de influência da Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos, com passagem obrigatória na azenha de Estorãos.

Iniciamos o percurso junto à Quinta de Pentieiros, exploração agropecuária e florestal adquirida pelo Município de Ponte de Lima no âmbito do projeto de valorização da Área Protegida. A Quinta, que pode ser visitada por um valor simbólico, concentra várias infraestruturas e equipamentos associados ao alojamento, ao recreio e lazer e à demonstração de técnicas e culturas agropecuárias e florestais, sendo que estas últimas estão enquadradas numa quinta pedagógica.

Será de destacar, no âmbito do património edificado, a Casa de Pentieiros, de que foi senhor Gonçalo de Sousa Menezes, e que teve, durante o séc. XVII, o mesmo morgado que o solar de Bertiandos, Francisco Pereira da Silva. De regresso ao percurso, tomamos a Estrada Municipal 525 seguindo em direção a Estorãos. Aconselhamos uma visita à Igreja de Estorãos, templo que sofreu vários acrescentos ao longo dos séculos. Numa obra, no início do séc. XX, foi encontrada uma Ara atribuível ao período romano, dedicada ao Génio Tiauranceaico, um dos génios protetores das povoações. Essa peça encontra-se no Museu Nacional de Arqueologia, embora exista uma cópia na igreja. A torre sineira é obra de meados do séc. XX.

Da igreja vamos desfrutar das águas e paisagem ribeirinha do rio Estorãos, sobre as quais passa uma magnífica ponte em cavalete que muitos dizem ser obra romana, mas que é uma construção do séc. XVI ou mesmo XVII. Tem três arcos desiguais e talhamares semelhantes aos das pontes romanas, mas não possui qualquer outro elemento que a date desse período. A comparação não é descabida, pois o caminho romano anda muito próximo e o rio Estorãos teria de ser atravessado, no inverno e devido às cheias, num local elevado.

Ainda na ponte, podemos admirar um cruzeiro que se encontra ao centro. Na margem, uma azenha agora recuperada - funciona como unidade de turismo rural- surge como exemplo das muitas que encontraram no rio a sua fonte de energia. Na margem direita, à boca da ponte, estão as alminhas que serviam para proteger os viajantes, lembrando-os de rezarem como forma de os salvaguardar do perigo. Todo este conjunto possui elementos arquitetónicos do séc. XVIII.

Seguimos o percurso, virando à direita logo após a azenha, para nos dirigirmos à capela de Santo Amaro. Templo do séc. XVIII que tem no interior, para além da imagem do padroeiro, a imagem de S. Pedro e da Nossa Senhora. Seguimos até à estátua das Quatro Mãos, símbolo da união de quatro freguesias perante um momento difícil do ponto de vista da subsistência das suas comunidades, e atravessamos o rio Estorãos e a área agrícola denominada, localmente, por veiga do Sobreiro. De regresso à Quinta de Pentieiros, passamos ainda pelas antigas instalações da Cooperativa de Estorãos - associadas ao projeto de emparcelamento agrícola da década de 60-, recuperadas pelo Município de Ponte de Lima para apoio à dinamização das atividades agropecuárias e florestais da Área Protegida e zona envolvente.

Consulte:
Brochuras:

Rua da Lagoa n.º 476, S. Pedro d'Arcos
4990-530 Ponte de Lima