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Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d'Arcos Ponte de Lima

Paisagem Protegida das Lagoas_v2

Percurso do Rio (PR III)

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O Percurso do Rio é um percurso pedestre denominado de pequena rota. As respetivas marcações e sinalizações obedecem às normas internacionais. O percurso desenvolve-se na Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos, permitindo interpretar o rio Estorãos e os seus valores naturais.

Saímos do Centro de Interpretação Ambiental em direção à lagoa de S. Pedro d’Arcos, nomeadamente ao passadiço em madeira que permite percorrer os limites norte e este deste raro biótopo que esteve na origem da classificação da Área Protegida como Zona Húmida de Importância Internacional. Caminhamos pelo passadiço até ao posto de observação. Aconselhamos uma paragem para desfrutar da bela paisagem conferida pela zona húmida e observar espécies de avifauna aquática.

Seguimos até à bifurcação do passadiço, que devemos tomar, percorrendo uma zona de pastagens gerida pela Área Protegida. As pastagens, limitadas por sebes vivas, foram durante décadas mantidas pelo pastoreio de bovinos, na primavera/verão, nomeadamente da raça minhota. Saímos do passadiço, em plena área de tapadas, caraterizada pela alternância entre os espaços abertos das pastagens e os espaços fechados pela densa vegetação arbórea à base de espécies autóctones. Dirigimo-nos até à estrada asfaltada que devemos seguir, virando à direita. Ao chegarmos à ponte da Freixa, fletimos à direita para seguirmos um caminho que nos permitirá contactar permanentemente com o rio Estorãos.

O rio, inserido pelo Instituto da Água na tipologia dos Rios do Norte de Pequena Dimensão, é um sistema fluvial que nasce a 325m de altitude, na serra do Formigoso. É a principal linha de água da bacia hidrográfica com o mesmo nome, drenando uma área próxima dos 5000ha. Possui uma extensão de 14km, dos quais 3,5km são percorridos na Área Protegida, e o seu caudal é caraterizado por uma forte variação sazonal. A maioria das espécies de conservação prioritária, presentes na Área Protegida, está associada aos habitats aquáticos, nomeadamente aos cursos de água e ao rio Estorãos.

Nos peixes dulciaquícolas salientam-se a panjorca, o esgana-gata e a boga-comum. Nos peixes migradores, que aproveitam o troço do rio na fase larvar e como corredor ecológico para os locais de desova, destacam-se a truta, a enguia e o salmão, sendo que este último se constitui como uma das espécies mais ameaçadas a nível nacional.

A lampreia-marinha, em regressão no rio Lima, também ocorre no rio Estorãos. O rio é ainda importante para várias espécies de anfíbios e algumas espécies de aves com hábitos aquáticos, como o guarda-rios. Ambas as espécies de cobras-de-água, identificadas na Área Protegida, são completamente dependentes deste biótopo que é, igualmente, vital para a lontra.

Na caminhada até nova ponte, em pedra, poderemos constatar a rica galeria ripícola composta por espécies arbóreas como salgueiros, amieiros, carvalhos, freixos e vidoeiros. São ainda notórias, ao longo desta extensão, as medidas adotadas para a conservação das margens do rio, como por exemplo enrocamentos e gabiões, com o objetivo de contrariar o processo se degradação verificado em resultado da desastrosa intervenção de desassoreamento, realizada em 1995.

Atravessamos a ponte e, seguindo as indicações do percurso, viramos à direita, por um caminho paralelo à denominada vala do Estado, em direção ao Centro de Interpretação Ambiental.

Consulte:
Brochuras:

Rua da Lagoa n.º 476, S. Pedro d'Arcos
4990-530 Ponte de Lima