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Lontra
16 de Janeiro de 2015
Lontra
Lontra

A Lontra (Lutra lutra) é um carnívoro pertencente à família Mustelidae e à subfamília Lutrinae. Com características típicas dos mustelídeos, apresenta algumas particularidades resultantes do seu modo de vida semi-aquático. Assim, tem um corpo fusiforme, com membros curtos e uma cauda longa (de comprimento superior a mais de metade do tamanho do corpo). O pescoço, embora largo, é pequeno e tem a cabeça achatada e larga, com orelhas pequenas. Os olhos são pequenos e encontram-se deslocados para a parte superior da cabeça. A sua pelagem é castanha-escura, ganhando um tom mais claro na região do ventre.

Como principais adaptações à vida aquática, a lontra apresenta fossas nasais valvulares que se fecham quando submerge, o mesmo acontecendo com as orelhas. O cristalino sofre uma distorção que permite uma visão perfeita debaixo de água. Para ajudar à captura das presas, o focinho possui vibrissas sensitivas. As patas são palmadas, as garras são pequenas e não retráteis, estando os cinco dedos unidos por uma membrana interdigital. As lontras têm o mesmo peso molhadas ou secas. Tal facto deve-se à eficaz proteção das duas camadas de pelos. A primeira, interna, é impermeável e densa, com pelos de 10 a 15mm que retêm bolhas de ar funcionando como isolamento térmico. A segunda,  externa, tem pelos que podem alcançar os 25 mm sendo também impermeável. A cauda, muito musculada, é achatada dorsoventralmente na região intermédia e afunilada na extremidade. É útil na deslocação dentro de água funcionando como leme.

Distribuição e Abundância:
A lontra pode ser encontrada desde a costa ocidental da Irlanda e de Portugal até ao Japão, e desde as zonas árticas da Finlândia até à Indonésia e às zonas sub-saharianas da África do Norte. No entanto, em Portugal é quase um caso isolado na distribuição e abundância da lontra, pois apresenta uma população regularmente distribuída pelo território e numa situação de relativa abundância, sendo das poucas populações viáveis.

Estatuto de Conservação:
A lontra está inserida na Lista dos Mamíferos Raros e Ameaçados do Conselho da Europa, no Anexo II da Convenção de Berna e no Anexo I da Convenção de CITES. A União Internacional para a Conservação da Natureza e o Livro Vermelho dos Vertebrados de Espanha consideram-na uma espécie Vulnerável. Em Portugal, o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal atribui-lhe o estatuto de Insuficientemente Conhecida.

Os principais fatores de ameaça para a lontra são a deterioração dos habitats aquáticos e do meio circundante, a caça ilegal, a perturbação pelo homem, a mortalidade acidental, como afogamentos em redes de pesca e atropelamentos.

Habitat:
É uma espécie intimamente associada às zonas húmidas. Todos os locais com água permanente e não muito poluída, que estejam relativamente livres de perturbação humana, são capazes de albergar lontras. Assim, esta espécie pode ser encontrada nas águas continentais (rios, ribeiras, lagoas, albufeiras, paúis, etc), em águas salobras (estuários) e no litoral marinho. São ainda referidos como determinantes para a lontra, a presença de um coberto vegetal que forneça abrigo e a disponibilidade de alimento.

Dieta:
É uma espécie essencialmente piscívora, mas também se alimenta de artrópodes, répteis, micromamíferos e aves. A diversidade de presas consumidas aumenta no outono e no inverno. A lontra é um animal oportunista, consumindo espécies exóticas (alguns peixes e lagostins).

Reprodução:
As fêmeas são poliéstricas, podendo ter crias ao longo de todo o ano. Tal como em outros mustelídeos, como o Texugo, a Marta ou a Fuínha, também a Lontra pode ter uma implantação diferida. Este processo implica que os óvulos da fêmea, ao serem fecundados, sejam implantados na parede do útero, no entanto, apenas se desenvolvem meses mais tarde. Os nascimentos ocorrem na época do ano mais favorável para o efeito, a primavera. O período de gestação é de aproximadamente 63 dias, nascendo entre 1 a 5 crias (a média são 2 a 3). As crias permanecem na toca 8 a 10 semanas, seguindo-se os primeiros passos no mundo exterior. Permanecem junto da mãe cerca de 13 a 14 meses, começando depois uma vida independente.

Curiosidades:
Os machos adultos defendem o seu território, marcado por questões de alimentação e reprodução.

A lontra é um dos animais mais brincalhões da nossa fauna. Os seus jogos, que podem ter lugar dentro ou fora de água, chegam a incluir o uso de objetos (como frutos, paus ou pedras), ou o escorregar na neve ou em encostas enlameadas.

Na Paisagem Protegida:

Esta espécie não é de fácil observação na Área Protegida, uma vez que tem hábitos predominantemente noturnos. Mais fáceis de detetar, podendo servir até de orientação para a sua observação, são os indícios de presença da lontra - pegadas e excrementos. no entanto, é possível observar com alguma frequência as suas pegadas e excrementos.

Fonte: Adaptado de Naturlink.

 


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Notícias do Município
Tomada de Posse dos Órgãos Autárquicos para o Quadriénio 2017-2021
publicada em: 17.10.2017

A cerimónia que decorreu no Auditório Rio Lima, incluiu a instalação dos novos órgãos autárquicos para a Assembleia e Câmara Municipal.

No discurso oficial de tomada de posse, o Eng.º Victor Mendes, reeleito pela 3ª vez, agradeceu a confiança que "os ponte-limenses decidiram delegar em mim e na equipa que muito me honro de liderar, para definir os destinos deste território e da sua notável comunidade, os Limianos. (..) Assumo-me como o Presidente de todos eles sem exceção e tudo farei para os representar, defender e trabalhar em prol da efetiva elevação e melhoria da qualidade de vida."

Considerando que "Hoje, o Poder Local tem que se antecipar a tudo, tem que estar presente e ser o garante da qualidade de vida dos cidadãos antes que estes se tornem reclamantes. Tem, também, o Poder Local a obrigação e o dever de antecipar políticas e não ficar à espera que seja a Administração Central a defini-las, pela nossa proximidade às pessoas, por fazermos uma política olhos-nos-olhos, por conhecermos o território como as nossas próprias mãos, por sermos, independentemente dos cargos que ocupamos, oriundos das comunidades que servimos, ou seja, iguais na forma de encarar os problemas" sustentou o presidente reeleito para quadriénio 2017-2021.

Em jeito de balanço do anterior mandato, o autarca realçou "o cumprimento rigoroso dos projetos levados a cabo, bem como dos orçamentos municipais."

Para este 3º mandato o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima garantiu que "teremos que continuar a manter uma competitividade territorial saudável. Quatro anos em que o nome de Ponte de Lima terá de ser marcado no contexto regional, nacional e internacional. Quatro anos em que teremos que saber estar no local e horas certas para não perder oportunidades e os meios necessários para fazer do nosso futuro o garante de bem-estar que afiançamos às populações que representamos."

Município de Ponte de Lima promove obra de estreia de José Luís da Costa Sousa
publicada em: 17.10.2017

O romance "A casa de Real", da autoria de José Luís da Costa Sousa, vai ser apresentado no próximo dia 28 de outubro, pelas 15h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Trata-se da produção literária de estreia do escritor vianense que tem dedicado a sua vida profissional à área das Ciências da Educação, exercendo em diversas escolas do ensino secundário e superior, no país e no estrangeiro.

Celebre a literatura regional e venha conhecer a obra "A casa de Real", cuja apresentação estará a cargo do professor ponte-limense, Vítor Araújo.

Esperamos por si!

Sobre o autor:

José Luís da Costa Sousa nasce a 20 de setembro de 1948 em Viana do Castelo. Finaliza o Curso Geral dos Liceus no Liceu Nacional vianense e, em 1966, conclui o Curso de Professores de Educação Física do INEF. Depois do Mestrado em Ciências da Educação – Metodologia da EF (1994) -, obtém o grau de Doutor em Ciências da Educação – Formação de Professores (2000) -, lecionando em escolas secundárias e em instituições do ensino superior, com destaque para o Instituto Superior de Educação Física, a Escola Superior de Educação de Lisboa e a Escola Náutica Infante D. Henrique. Também exerce funções na Escola de Educação Física e Desporto da Guiné-Bissau e no Instituto Nacional de Educação Física de Luanda, Angola.

Sinopse da obra:

Sebastião Correia de Matos foi o nome pedido em batismo no ano em que a criança nasceu, supostamente 1870, tendo por cenário a capela paroquial, singela e em estilo românico e por isso mais admirada, de Santa Eulália, Refojos do Lima. Aceitaria partilhar vida consigo até à morte Angélica Maria Correia de Matos. Depois... Depois o tempo correu, e seguiram-se outras gerações de naturais altos e baixos. Até que em 1939, a apreensão pelo que pudesse acontecer na sociedade e na aldeia atingiu o auge: a Alemanha Nazi tinha invadido a Polónia.

Município de Ponte de Lima inicia nova temporada da Bebéteca
publicada em: 13.10.2017

Trata-se de um projeto direcionado para bebés e crianças, dos 0 meses aos 5 anos, que promove o livro e a leitura através de várias atividades, nomeadamente uma Hora do Conto, um momento musical e um atelier de expressão artística.

A primeira sessão desta temporada contará com a presença da escritora Paula Ruivo que nos vai dar a conhecer a sua mais recente obra infantil intitulada "Depois da fábrica de Seripiteia”, que será seguida de um momento musical da responsabilidade da mesma autora, que se aventurou nas lides melodiosas e musicais com o tema "Os Guardiões".

Para terminar a ação pais e crianças darão asas à imaginação no atelier de expressão artística intitulado “Novelinho de Sonhos”.

Para mais informações e inscrições (gratuitas e limitadas) contacte-nos através do número 258900411 ou do email biblioteca@cm-pontedelima.pt.

Sobre a autora:

Paula Ruivo nasceu na freguesia de Vitorino das Donas, concelho de Ponte de Lima. Com sete anos vai viver para Lisboa, residindo atualmente na Malveira.
Dedica-se à escrita, tendo já publicado "A ervilha que queria ir à escola", "A ervilha que queria ir ao zoo", "A ervilha que queria ir de férias" . "Hiroki: o livro mágico", "Não quero ser o que sinto..." e agora "Depois da fábrica de Seripiteia".

Sobre o livro:

Haverá no mundo outras coisas além de novelos, camisolas, lãs, máquinas e operários?
A Piorreta acreditava que sim, mas vivia na fábrica de confeções, na aldeia de Seripiteia, e sair dali parecia mais um sonho do que uma realidade.
Mas o improvável acontece e, certo dia, a Piorreta e o Pimpolho foram para além dos portões da fábrica e conheceram os Guardiões.
Quem serão eles? O que protegem?

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