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Chapim-real
01 de Junho de 2016
Chapim-real
Chapim-real

O maior dos chapins portugueses ostenta uma  magnífica plumagem colorida, que vale a pena procurar nas nossas florestas e bosques.

Identificação

O Chapim-real (Parus major) é o maior chapim da família Parulidae, medindo 14cm de comprimento e entre 22.5 e 25.5 de envergadura. A plumagem é maioritariamente castanho-esverdeada nas partes superiores (manto e cauda) e amarela no peito e barriga. A cabeça é preta com exceção das faces brancas, e é a partir do colar que parte uma banda preta que atravessa todo o peito e barriga da ave. O bico é igualmente preto. Nas asas possui uma barra branca que é visível apenas em voo.

A identificação do Chapim-real não é difícil, distinguindo-se do Chapim-azul (Parus caeruleus), o seu parente mais semelhante, pela maior dimensão, pela cabeça branca e preta e pela bata preta nas partes inferiores. À semelhança do que acontece com outras espécies de chapim, o comportamento caraterístico que adota quando se alimenta, esvoaçando entre os ramos das árvores, suspendendo-se de patas para o ar e emitindo sucessivos chamamentos, torna a sua deteção e identificação mais fáceis.

Distribuição e Abundância

É a espécie de chapim com maior áres de distribuição, ocorrendo em praticamente toda a Europa. É uma ave comum e com populações estáveis na maioria da sua área de distribuição.

Estatuto de Conservação

Em Portugal, o Chapim-real tem estatuto de não ameaçado. A nível internacional encontra-se incluído no Anexo II da Convenção de Bona.

Fatores de Ameaça

O Chapim-real é uma espécie largamente distribuída e bem adaptada a uma grande variedade de habitats florestais. Assim, encontra-se protegida do principal fator de ameaça que põe em perigo muitas espécies de aves: a perda de habitat.

Habitat

Ocorre numa grande variedade de habitats demonstrando assim uma elevada versatilidade. Frequenta principalmente áreas florestais (montados, pinhais, olivais, eucaliptais, galerias ripícolas) mas também estevais e outras formações arbustivas. O tipo de coberto florestal pode, muitas vezes, ser menos importante que a estrutura e densidade do sub-bosque, uma vez que a possibilidade desta espécie se alimentar no solo é muito importante. Bem adaptado à presença do Homem, o Chapim-real ocorre também em parques e jardins, aproveitando estruturas feitas pelo Homem para nidificar.

Alimentação

A dieta do Chapim-real compõe-se principalmente de insetos (lepidópteros e coleópteros) e de aranhas, mas também de frutos e sementes, sobretudo no inverno, quando os insetos escasseiam. Assim, durante a primavera e verão os chapins alimentam-se nas árvores e no outono e inverno maioritariamente no solo. Em determinados locais os chapins habituaram-se a comer em comedouros colocados em parques, jardins e quintais particulares, comedouros estes que lhes asseguram a alimentação durante os meses em que o alimento escasseia.

Reprodução

O Chapim-real nidifica em cavidades nas árvores, onde preenche a camada do fundo do ninho com musgo, folhas secas, lã e penas. Ocupa facilmente caixas-ninho construídas pelo Homem, principalmente em habitats em que escasseiam as cavidades naturais. A postura é iniciada em março ou abril. A fêmea põe entre 3 e 18 ovos, habitualmente entre 6 e 11 na Europa, que incuba sozinha durante um período de 12 a 15 dias. As crias deixam o ninho ao fim de 16 a 22 dias.

Movimentos

As populações de Chapim-real são maioritariamente residentes, embora ocorram deslocações de carácter irruptivo em situações nas quais a densidade populacional atinge valores extremamente elevados. No extremo norte da área de distribuição e nas regiões alpinas as aves migram para sul no final do verão.

Na Paisagem Protegida: 

O Champim-real é uma ave residente e muito comum na Área Protegida. Ocorre principalmente nas zonas arborizadas, mas também pode ser encontrada nos campos de milho, em busca de larvas, que lhes servem de alimento. É a espécie de ave que mais ocupa as caixas-ninho espalhadas pela Área Protegida.

Fonte: Adaptado de Naturlink.

 


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Notícias do Município
Museu dos Terceiros ? Início dos Serviços Educativos 2017/2018 ? ?O Nosso Património?
publicada em: 19.10.2017

Podem participar as crianças dos Jardins de Infância e os alunos do 1º e 2º ciclo deste concelho nas diversas ações.

Neste ano letivo, e no âmbito da Área de Projeto, o tema a desenvolver será: "O Nosso Património". As 12 turmas inscritas dos vários agrupamentos, irão deslocar-se mensalmente, de outubro a maio, para atividades específicas e diversas, ao Museu, à vila e a outros edifícios relevantes do património limiano.

Além da Área de Projeto, as escolas poderão também inscrever-se em atividades isoladas e visitas guiadas, que permitem uma familiarização com o espaço e o acervo do Museu.

Tomada de Posse dos Órgãos Autárquicos para o Quadriénio 2017-2021
publicada em: 17.10.2017

A cerimónia que decorreu no Auditório Rio Lima, incluiu a instalação dos novos órgãos autárquicos para a Assembleia e Câmara Municipal.

No discurso oficial de tomada de posse, o Eng.º Victor Mendes, reeleito pela 3ª vez, agradeceu a confiança que "os ponte-limenses decidiram delegar em mim e na equipa que muito me honro de liderar, para definir os destinos deste território e da sua notável comunidade, os Limianos. (..) Assumo-me como o Presidente de todos eles sem exceção e tudo farei para os representar, defender e trabalhar em prol da efetiva elevação e melhoria da qualidade de vida."

Considerando que "Hoje, o Poder Local tem que se antecipar a tudo, tem que estar presente e ser o garante da qualidade de vida dos cidadãos antes que estes se tornem reclamantes. Tem, também, o Poder Local a obrigação e o dever de antecipar políticas e não ficar à espera que seja a Administração Central a defini-las, pela nossa proximidade às pessoas, por fazermos uma política olhos-nos-olhos, por conhecermos o território como as nossas próprias mãos, por sermos, independentemente dos cargos que ocupamos, oriundos das comunidades que servimos, ou seja, iguais na forma de encarar os problemas" sustentou o presidente reeleito para quadriénio 2017-2021.

Em jeito de balanço do anterior mandato, o autarca realçou "o cumprimento rigoroso dos projetos levados a cabo, bem como dos orçamentos municipais."

Para este 3º mandato o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima garantiu que "teremos que continuar a manter uma competitividade territorial saudável. Quatro anos em que o nome de Ponte de Lima terá de ser marcado no contexto regional, nacional e internacional. Quatro anos em que teremos que saber estar no local e horas certas para não perder oportunidades e os meios necessários para fazer do nosso futuro o garante de bem-estar que afiançamos às populações que representamos."

Município de Ponte de Lima promove obra de estreia de José Luís da Costa Sousa
publicada em: 17.10.2017

O romance "A casa de Real", da autoria de José Luís da Costa Sousa, vai ser apresentado no próximo dia 28 de outubro, pelas 15h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Trata-se da produção literária de estreia do escritor vianense que tem dedicado a sua vida profissional à área das Ciências da Educação, exercendo em diversas escolas do ensino secundário e superior, no país e no estrangeiro.

Celebre a literatura regional e venha conhecer a obra "A casa de Real", cuja apresentação estará a cargo do professor ponte-limense, Vítor Araújo.

Esperamos por si!

Sobre o autor:

José Luís da Costa Sousa nasce a 20 de setembro de 1948 em Viana do Castelo. Finaliza o Curso Geral dos Liceus no Liceu Nacional vianense e, em 1966, conclui o Curso de Professores de Educação Física do INEF. Depois do Mestrado em Ciências da Educação – Metodologia da EF (1994) -, obtém o grau de Doutor em Ciências da Educação – Formação de Professores (2000) -, lecionando em escolas secundárias e em instituições do ensino superior, com destaque para o Instituto Superior de Educação Física, a Escola Superior de Educação de Lisboa e a Escola Náutica Infante D. Henrique. Também exerce funções na Escola de Educação Física e Desporto da Guiné-Bissau e no Instituto Nacional de Educação Física de Luanda, Angola.

Sinopse da obra:

Sebastião Correia de Matos foi o nome pedido em batismo no ano em que a criança nasceu, supostamente 1870, tendo por cenário a capela paroquial, singela e em estilo românico e por isso mais admirada, de Santa Eulália, Refojos do Lima. Aceitaria partilhar vida consigo até à morte Angélica Maria Correia de Matos. Depois... Depois o tempo correu, e seguiram-se outras gerações de naturais altos e baixos. Até que em 1939, a apreensão pelo que pudesse acontecer na sociedade e na aldeia atingiu o auge: a Alemanha Nazi tinha invadido a Polónia.

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